Policiais atropelados no metrô da Joana Bezerra estão conscientes, diz HR


Os dois policiais que sobreviveram após terem sido atropelados por um metrô que passava na estação Joana Bezerra, durante uma busca por suspeitos de atuar em uma tentativa de homicídio, passaram por uma série de exames e estão conscientes. Os dois foram encaminhados na noite da terça-feira (15) para o Hospital da Restauração (HR) e conseguiram resistir aos ferimentos. Os outros dois militares que realizavam a operação junto com eles, Enéas Severino Silva, de 42 anos, e cabo Adeildo José Alves, de 40 anos faleceram. 

De acordo com a assessoria do HR, Luciano Antônio Silva, de 30 anos, teve contusões no abdômen e uma fratura no braço esquerdo. Ele foi avaliado pela equipe de neurologia e foi liberado pela equipe. Agora quem cuida dele é o setor de traumatologia. Apesar das fraturas, Luciano segue em um quadro de saúde estável e não vai precisar de cirurgias. Mais exames serão realizados para que o quadro geral da saúde dele seja analisada. 

Já o estado do cabo Clécio Wagner dos Santos, de 36 anos, é grave. Ele passou por diversas avaliações e está sendo reavaliado pela equipe de neurologia. No momento ele está com um traumatismo cranioencefálico. Ainda nesta quarta-feira (16) outra bateria de exames será realizada para que a equipe médica consiga estabilizar o quadro de Clécio. 

Entenda o que aconteceu

Uma equipe de quatro homens do Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati) do 16º Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco, que entrou na linha do Metrô do Recife para atuar numa situação de tentativa de homicídio, acabou sofrendo um atropelamento que causou a morte de dois integrantes e deixou outros dois feridos, um deles em estado grave. Segundo informações preliminares, a equipe de PMs recebeu denúncia de que um grupo de cinco homens encapuzados estava com um refém no local e se preparava para assassiná-lo. Em busca dos bandidos, os policiais entraram na via férrea enquanto ainda havia movimento de composições. 


O incidente ocorreu aproximadamente às 21h50, quando a equipe do Gati chegou nas imediações da Favela do Papelão, próximo do quartel da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), entre as estações Joana Bezerra e Recife. Segundo relatos creditados a um sobrevivente identificado como soldado Eliseu, após entrar na via permanente, a equipe procurou se esquivar da passagem de composições se orientando pela aproximação dos faróis, mas uma delas estava com os faróis apagados e acabou atropelando os PMs. 

Um dos PMs morreu no local, o sargento Enéas. Os demais foram socorridos para o Hospital da Restauração, no Derby. Um desses, identificado como cabo Adeilton, chegou morto ao hospital. Dos dois que ainda restaram feridos, o soldado Luciano foi considerado estável, enquanto o soldado Clécio Santos está internado em estado muito grave, entubado. Não há informações sobre o refém que estaria com os cinco encapuzados. Segundo um perito do Instituto de Criminalística, o local do acidente tem trilhos em declive e visibilidade nula. A PM divulgou nota confirmando que os policiais realizavam incursões na área e indicando que dois deles recebiam atendimento no HR. 

“A Polícia Militar lamenta profundamente o trágico acontecimento desta terça-feira à noite, quando dois policiais do 16º BPM, no estrito cumprimento do dever, acabaram mortos, atropelados por uma composição do metrô na Estação Recife. O fato ocorreu quando o grupo realizava incursões na área na procura de contumazes meliantes que usam do local para o cometimento de crimes como tráfico e assaltos. Outros dois policiais que formavam a equipe continuam recebendo atendimento médico no Hospital da Restauração”, disse a nota. 

infor do diário de pernambuco

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