Cultura pulsando em toda parte; cerca de quinhentas apresentações artísticas e mais de três mil artistas circulando por uma cidade. Tome agasalho e capas de chuva para acompanhar os sete palcos de música de todos os os gêneros, para todos os gostos: pop, forró, instrumental, cultura popular, erudita, experimental, dos mais intimistas aos de lotar a praça com uma média estimada em 60 mil pessoas. Essa foi a média de público circulante pela Esplanada Dominguinhos e adjacências, durante os dez dias do maior festival de arte e cultura da América Latina. Ao todo, a organização estima que em torno de 600 mil pessoas circularam pela cidade, durante os 10 dias do evento.


No circo, no teatro, nos espetáculos de dança e no cinema, lotação registrada em todas as sessões. A visitação também foi intensa na Casa Galeria Galpão, na Praça da Palavra, no Pavilhão do Artesanato e no Polo Gastronômico. O 29º FIG acaba, como todos os anos, com gosto de quero mais. Mas, antes que chegue à 30ª edição, a coordenação do festival faz um balanço não só quantitativo, mas sobretudo qualitativo deste evento que já é um dos mais importantes do calendário artístico e cultural do país.

Totalmente concebido e realizado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundarpe, em parceria com a Prefeitura de Garanhuns e apoio da Cepe Editora, Sesc e Sebrae, o FIG neste ano lançou uma ferramenta que permitirá que a gestão avalie seus impactos e promova melhorias para sua 30ª edição. A pesquisa foi uma parceria da Secult e Fundarpe com o App Colab e, para quem ainda não participou, há tempo ainda de baixar o aplicativo e responder às questões.

“Tivemos um FIG exitoso, de excelente qualidade artística e técnica, e que queremos melhorar ainda mais para o próximo ano, quando o festival completa trinta edições. Para isso, lançamos essa novidade, uma pesquisa inédita que está sendo respondida pelos que viveram o FIG, promovida graças a parceria com o aplicativo Colab, um projeto piloto que vai nos auxiliar a aprimorar o evento nas próximas edições. Destaco ainda o Figuinho, uma programação especialmente montada para as crianças que são um público cativo e muito especial para o FIG; além da Plataforma FIG, que começou o contato com a América Latina, o que é um marco para o FIG. Quem sabe uma internacionalização, através de uma parceria?”, coloca Gilberto Freyre Neto, secretário de Cultura de Pernambuco.

Fruição, produção artística e cultural, troca de saberes e formação cultural. São essas características que tornam o festival único em seu conceito. Mesmo o público que vem só para curtir as atrações, para brincar, termina aprendendo e levando consigo um aprendizado muito maior, que reverbera e contribui para que ele passe a ouvir, ler, assistir e ser plateia para outras produções culturais, seja produzida em Pernambuco, seja de qualquer lugar do mundo. Do local para o universal, da raiz para o contemporâneo. A programação do FIG contribui para uma compreensão maior sobre a formação da identidade do nosso povo. Ensina ainda sobre respeito, diversidade, tolerância, consciência política, liberdade e comunhão.

“O FIG de 2019 foi o melhor dos últimos tempos. Alguns motivos nos levam a essa convicção. Entre eles podemos falar do maior investimento feito em mídia, que gerou um conhecimento maior da população do que acontece em Garanhuns nesses dez dias de festival. O próprio público, incluindo os artistas contratados, reconheceu a qualidade artísticas das atrações selecionadas lotando todos os polos de atração, a rede hoteleira e as ruas, com restaurantes cheios e forte movimento do comércio. Tivemos ainda uma ampla cobertura da imprensa, inclusive a nacional, o que no final resultou no FIG alegre, de paz e celebração”, destacou o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto.

O FIG se destacou esse ano também pela presença da acessibilidade comunicacional, com ações voltadas para pessoas com deficiência auditiva e visual e contratação de profissionais com deficiência também. Foram vinte e seis profissionais ao todo. Entre eles, intérpretes de libras nos palcos Dominguinhos e de Cultura Popular; audiodescrição no teatro e no circo; além da presença do roadie Luan Albuquerque, que encontrou ambiente propício para executar sua função.

Durante os dias do festival, a Secult levou para o FIG a campanha do Mapa Cultural de Pernambuco. A plataforma digital reúne informações sobre agentes, espaços, eventos e projetos culturais, e é uma ferramenta para construção de indicadores culturais que auxiliem na construção de políticas públicas para a cultura, pelo governo. “Nosso objetivo é mostrar como o mapa funciona e qual o seu objetivo. Mesmo com a agitação do FIG, as pessoas estão se mostrando interessadas no tema e a aceitação está sendo bem legal. Vários visitantes, inclusive, já tinham cadastro no Mapa, mas muitas outras pessoas não tinham”, contou Valentine Herold, coordenadora do Mapa Cultural de Pernambuco, que apresentou a plataforma para o público em alguns espaços do FIG.

DESTAQUES
“Uma marca desta edição, que tem se consolidado, é a diversidade. A possibilidade que o Governo do Estado traz para a população de ver espetáculos nas mais diversas linguagens que talvez, por conta de tantas coisas, não circulariam aqui, neste país de dimensão continental. Eu acho que isso é o que mais me emociona e me impulsiona a coordenar este festival, porque acredito muito na força transformadora da cultura. E a força que o FIG tem enquanto impulsionador da cultura, da economia da cultura e para trabalhar o olhar do público. Tivemos registros de todos os polos lotados”, avalia André Brasileiro, curador e coordenador-geral do FIG. Ele destaca ainda o modelo pelo qual os artistas foram selecionados. "As convocatórias são públicas e neste ano trabalhamos com quase 95% dos nomes que compuseram a programação selecionados a partir desta convocatória, dentro do perfil de cada noite e do perfil do FIG de uma maneira geral", ressalta.

PALCOS
O Palco Pop se destacou mais uma vez pela diversidade musical, com destaque para a cena pop mais alternativa, periférica e underground. Destaque para os shows de Jards Macalé, já no primeiro dia, que trouxe muitos fãs, de vários lugares do Nordeste, que acompanham sua carreira há anos. O rap se fez presente nordestino, como Diomedes Chinaski, e o carioca MV Bill, que reuniu o maior público do pop, em torno de 5 mil pessoas. Nos demais dias, o palco reuniu um público em torno de 3 mil pessoas.

No Palco Dominguinhos, o FIG rendeu-se a um dos gêneros mais curtidos pelos pernambucanos e trouxe acertadamente o gênero brega, escalando artistas que construíram carreiras sólidas sem ter que apelar para a vulgarização e outras violências. Aliás, violência foi algo que passou longe dos palcos do FIG. Nenhuma ocorrência grave foi registrada pela Polícia Militar. Depois da noite do brega - que chegou a registrar um público em torno de 60 mil pessoas - o Dominguinhos registrou praça completamente lotada em todas as noites. Termômetro para a escolha acertada das atrações. Shows como os da homenagem a Jackson do Pandeiro, Céu, Letrux, Barão, Toni Garrido, Lenine, Alcione, Elba Ramalho, Otto, Roberta Miranda atraíram não apenas o público do artista mas aquele que já é cativo da Esplanada Mestre Dominguinhos, sinônimo de excelentes shows, nos encerramentos das noites do FIG.

Pelo Palco Instrumental passaram grandes artistas da cena instrumental do Recife, de Garanhuns e do Brasil como um todo. O palco é uma grande vitrine para músicos que tocam para um público de ouvido mais exigente, que vão ao palco para apreciar aqueles que podem ser enquadrados no experimentalismo da música instrumental. O local chegou a registrar um público de até duas mil pessoas, segundo o coordenador Antônio Pinheiro. Ele também comentou sobre a ação do Figuinho, que pela primeira vez ocupou o Parque Ruben Van Der Linden, no mesmo palco das bandas instrumentais. “Tivemos vivências circenses, contação de histórias que envolveram o público, e a apresentação de Carol Levy, que considero o ponto alto do palco. Foi um espaço de interação com a família que eu espero que se repita nos próximos anos”, comentou.

O Palco do Forró é um palco muito apreciado pela população mais tradicional de Garanhuns, que valoriza os artistas mais regionais e gosta de dançar. “A rua fica cheia e muito animada. O povo vai para dançar, cantar com seus artistas, não tivemos registros de brigas e tudo ocorreu na maior paz”, diz Lúcia Ramos, coordenadora do Palco Forró, que estimou um público de cerca de 3 mil pessoas por noite do Forró.

O Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna recebeu em sua programação as mais diversas manifestações populares do Estado, entre elas os Patrimônios Vivos de Pernambuco. O espaço também recepcionou artistas e grupos de Garanhuns e do Agreste Meridional e atividades culturais vivenciadas nas unidades escolares de Ensino Médio da região. “Foram oito dias de alegrias e emoções, com apresentações que mostraram ao público o brilho, a beleza e a resistência daqueles que mantêm viva as nossas tradições culturais”, diz Tereza Amaral, coordenadora de Cultura Popular da Secult.

A programação reuniu 106 apresentações, dentre elas cinco Patrimônios Vivos de Pernambuco (Tribo Indígena Carijós do Recife, Clube Carnavalesco Mixto Seu Malaquias, Banda Saboeira, Clube Carnavalesco Misto Cariri Olindense, Mestre Galo Preto). Cerca de 2500 artistas, brincantes e alunos das escolas públicas passaram pelo local, que reuniu um público estimado em três mil pessoas por dia. O Espaço Mamulengo, que aconteceu na estrutura do Som na Rural, durante três dias, aconteceram ainda cinco apresentações de artistas da cultura popular do Estado, incluindo o Patrimônio Vivo, Mestre Zé Lopes.

Catedral - A Catedral de Santo Antônio já se tornou o espaço de música mais concorrido do FIG. Com uma capacidade em torno de 800 pessoas sentadas (ainda havia o público que ocupava os fundos e a lateral), a igreja ficou lotada todos os dias para assistir as apresentações programadas pelo Conservatório Pernambucano de Música e pelo Festival Virtuosi na Serra. Destaques para as apresentações de SaGrama com Antônio Nóbrega, Leila Pinheiro, Sheyla Costa cantando Elis Regina, e a Orquestra Jovem de Pernambuco.

Som na Rural - O pavilhão que abrigou o Som na Rural, neste ano, no FIG conservou, segundo o coordenador Roger de Renor, as características conceituais do projeto, que são de deixar o artista bem perto do seu público, como nas ações de rua habituais do projeto. “As pessoas têm acesso liberado para falar com o artista sem muitas barreiras e, ao mesmo tempo, esse padrão de palco permite que o público tenha o conforto necessário porque o local é coberto e dá ao artista uma condição técnica, de som e luz, que nas edições da rua não tem”, diz Roger.

Ele ressaltou o feedback dado pelos próprios artistas, que ficam duplamente satisfeitos. Primeiro por estarem na programação do FIG e depois por tocarem no Som na Rural, que tem uma chancela, uma marca própria. Também foi destaque o fato da Rural ter sido comandada por uma equipe formada apenas por mulheres, o que evidenciou a excelência do trabalho técnico desenvolvido por elas, dentro de funções majoritariamente comandada por homens.

Plataforma FIG - Já consagrada, a Plataforma FIG reuniu os diversos profissionais do segmento de música do Estado e do Brasil, numa série de mesas redondas, debates e palestras que buscaram atrair novas parcerias para impulsionar a cadeia produtiva local. Neste ano, a ação teve como foco a construção de pontes entre o Brasil e seus países vizinhos, fortalecendo o reconhecimento do Brasil como um país latino-americano e a exportação da cena pernambucana para esses países.

Para isso, foram convidados representantes de vários festivais brasileiros, como Música Mundo (BH), RecBeat (PE), Queremos (RJ), Coma (BSB), Maloca (CE), Mada (RN), Conexão Latina (SP), Festival MUCHO (SP) e Festival Radioca (BA), e produtores internacionais, como Paula Rivera, presidenta do Instituto Nacional de Música da Argentina, e Hernan Halak (ARG), vice-presidente da MMF Latam e diretor da produtora cultural Mundo Giras e do Festival MUCHO. O evento contou com a curadoria e produção de Priscila Melo (SP).

"A Plataforma FIG já se consolidou como um lugar de diálogo, de troca de conhecimento, experiências e informações, fomentando uma análise do mercado atual e novos possíveis formatos. Então, quando investimos na internacionalização das nossas parcerias, queremos sinalizar aos produtores daqui do Brasil e de fora que é possível apostar em nossos artistas e, com isso, abrir novos mercados", avaliou Andreza Portela, coordenadora de Música da Secult.

Redes sociais - As páginas da Secult-PE/Fundarpe e do Festival de Inverno de Garanhuns registraram, desde o último dia 18 de julho, um engajamento de público de mais 1,6 milhão de usuários trafegando nas duas redes. Além disso, ganharam 11 mil novos seguidores nos perfis oficiais do Instagram. O perfil oficial do FIG (@festivaldeinvernodegaranhuns) alcançou mais de 20 mil seguidores, e do Cultura.PE (@cultura.pe) mais de 15 mil.

Polo da Dança - A programação de Dança do 29º FIG teve como foco a diversidade da dança brasileira. A curadoria trouxe grupos, coletivos e companhias de dança que se inspiram nos universos poéticos reais dos povos que nos constituem como nação. “A urbanidade das cidades, os mitos africanos, o sertão nordestino, as relações amorosas, nossos ancestrais indígenas, além do já absolvido legado ocidental. O FIG foi uma aula sobre o povo brasileiro, e o público se encantou com tudo isso, pois marcou presença assídua, lotando o Salão Jaime Pincho/Sesc durante os seis dias de programação”, comenta a coordenadora de dança da Secult e das ações de dança no FIG, Maria Paula Costa Rêgo.

Ela destaca ainda, como novidade, a ação Interações Estéticas, que consistiu na troca de conhecimentos entre duas companhias de dança, fortalecendo as relações profissionais e o crescimento mútuo. Os bailarinos da cidade tiveram também a oportunidade de fazer oficinas de dança com renomados professores de dança do cenário nacional.

Teatro - A programação reuniu 23 espetáculos de teatro, entre eles, alguns premiados em Pernambuco e do Brasil. Falaram de afetividades, e de como esses territórios de afeto conseguem romper barreiras, subverter as dores e as dificuldades do humano. “Falamos de deficiência, de corpos e ausências. Fizemos acontecer um teatro que fricciona realidade, utopias, política e ficção. Fizemos sessões extras, e ingressos esgotados todos os dias”, ressalta José Neto, assessor de teatro e ópera da Secult e das ações de artes cênicas no FIG. Os polos teatrais do FIG receberam em torno de dez mil espectadores.

O Teatro Luiz Souto Dourado sediou a Mostra Adulto e a Mostra para Infância. O Teatro Alternativo, em sua quarta edição ocupando os espaços da cidade, transformou lugares convencionais em casas de espetáculo e teve grande repercussão”, diz o coordenador. Alessandra Maestrini, Matheus Nachtergaele, Gilberto Gawronski, Ana Carolina Marinho, Cristiano Burlan, Ariadne Antico, Coletivo Grão Comum, Lívia Falcão, Tânia Farias, Tropa do Balacobaco, Cênicas Cia. de Repertório, Robson Torinni e muitos grandes nomes passaram por Garanhuns, envolvendo o público na arte do encontro, o teatro.

Praça da Palavra - Homenageando o escritor Jomard Muniz de Brito, a Praça da Palavra recebeu um público médio circulante de cinco mil pessoas, nos dez dias do evento. Além da mostra de livreiros, o local promoveu lançamento de livros com debate com os autores, contação de histórias, recitais e musicais. “O público destacou a riqueza da programação, a variedade de atividades que oferecemos, com uma programação riquíssima que mais uma vez atendeu as expectativas”, avalia Roberto Azoubel, coordenador de literatura da Secult e do espaço.

Espaço Patrimônio - O FIG também recebeu neste ano a exposição comemorativa dos onze anos da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco. No espaço, localizado na Praça Luiz Souto, além da mostra, o local recebeu ações na área de preservação patrimonial e, num dos estandes, o público pode registrar seu apoio, por meio de um abaixo assinado, à titulação da ciranda como Patrimônio Imaterial do Brasil. “Tivemos uma visitação expressiva nestes últimos dias. Pessoas de vários municípios nos procuraram para fechar novas ações e parcerias, o que demonstra o potencial das nossas atividades”, conta Roberto Carneiro, responsável pelo Espaço do Patrimônio no FIG.

Circo - Os espetáculos de circo registraram lotação esgotada em todas as onze sessões. Quase 15 mil pessoas compareceram ao espaço. Entre os destaques da ação de Circo no FIG temos a duplicação dos espetáculos nos finais de semana, o lançamento do Prêmio Palhaço Cascudo de Incentivo às Artes Circenses 2019, a presença de números circenses na abertura do espaço do Teatro Alternativo e no Palco do Som Na Rural, além de atividades circenses no parque Rubem Van Der Linden, voltado para público infanto-juvenil, dentro da programação do Figuinho. A Patrimônio Vivo de Pernambuco, Índia Morena foi um destaque a parte na programação, como mestre de cerimônia da Mostra de Números Circenses. “Os circos intinerantes são o grande eixo de sustentação e do encantamento da programação de circo no FIG. Com o aumento de mais três espetáculos foi possível atender a um público maior, numa demonstração de que a população de Garanhuns é cativa na lona e valoriza bastante as artes circenses”, avalia Jorge Clésio, assessor de circo da Secult.

Casa Galeria Galpão - Com endereço novo na avenida Rui Barbosa, a mais movimentada de Garanhuns, a Casa Galeria Galpão superou as expectativas de público e, no dia do seu encerramento, neste sábado (27) a expectativa é que supere a marca de cinco mil visitantes. O local reuniu exposições das linguagens de fotografia, design e moda, e artes visuais. “Mais uma vez a Casa Galeria Galpão conseguiu cumprir um papel importante no FIG, o que demonstra a força dessas três linguagens - Artes Visuais, Fotografia e Design e Moda - e estimula os produtores e artistas a apresentarem propostas de exposições cada vez melhores. O espaço esse ano ficou numa boa localização, o que permitiu uma excelente visitação”, diz Márcio Almeida, coordenador de artes visuais da Secult.

Pavilhão do Artesanato - Um público estimado em 4 mil pessoas por dia circulou pelo Pavilhão do Artesanato, que contou com 76 estandes de artesãos de Pernambuco. “Além dos indicadores objetivos, temos os indicadores subjetivos. Os artesãos se mostram satisfeitos, valorizam e defendem essa ação com o artesanato e a gente percebe a integração e a confraternização entre eles, o que também é muito importante. Contamos com a presença dos Patrimônios Vivos Mestre Saúba e o Mestre Zé Lopes, além de dois pontos de cultura, a Rede Mestres de Brinquedos e a tribo Fulni-ô, de Águas Belas”, conta Breno Nascimento, assessor de artesanato da Secult. Ele estima que, ao final da feira, seja contabilizado um faturamento em torno de R$ 250 mil em produtos comercializados.

Audiovisual - Ao longo dos últimos dias, o Cine Eldorado reuniu, em suas 12 sessões, em torno de 1,2 mil pessoas. Além da Mostra Infantil, que exibiu filmes e animações pela manhã, a programação do audiovisual contou com a estreia dos filmes "Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar", dirigido por Marcelo Gomes, e Jackson, na batida do pandeiro, dos cineastas Marcus Vilar e Cacá Teixeira. "A exibição dos nossos filmes permitiu uma troca muito interessante com o público, pois, além de conhecer os filmes e animações de produções pernambucanas e brasileiras, eles puderam conversar diretamente com os diretores sobre suas impressões, num diálogo aberto e enriquecedor", conta a coordenadora de Audiovisual da Secult, Luciana Poncioni.

Formação Cultural - “Este ano podemos dizer que retomamos uma importante tradição do Festival de Inverno de Garanhuns, no que diz respeito ao papel e ao investimento na Formação. “Trouxemos alguns importantes nomes nacionais para fazer repasse de ‘saberes e inquietações’ no que diz respeito à gestão e à produção artística, que são fundamentais, no atual momento de cortes, pelo governo federal, dos recursos para fomentar a Cultura no Brasil”, avalia Tarciana Portela, gerente de Formação Cultural da Secult.

Além das oficinas de formação cultural - que procuraram atender a demandas de qualificações na área da produção cultural já identificadas anteriormente, inclusive para o público garanhuense, a formação cultural no FIG envolveu duas ações especiais: o Seminário Arte Contemporânea em Perspectiva e a Plataforma FIG. Quase 600 pessoas foram atendidas por todas as ações de formação. O projeto Outras Palavras também foi retomado pela Secult, durante o FIG, numa edição especial dentro da Praça da Palavra.

Gastronomia - No Instituto Histórico Geográfico e Cultural de Garanhuns instalou-se neste ano o Polo de Gastronomia do FIG. Todos os assentos ficaram lotados, diariamente, para receber chefs de cozinha, alguns bem famosos, como Carmem Virgínia, que foram lá preparar seus pratos. “A gastronomia este ano teve como tema a sustentabilidade. Todos os convidados trouxeram reflexões acerca da gastronomia enquanto cultura, pensando na sustentabilidade. A viabilidade desta ação se deu inclusive pelo encontro de todos os convidados, com relação de troca de conhecimentos. A ocupação superou as expectativas todos os dias”, comenta a assessora de Gastronomia da Secult, Ana Claudia Frazão

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Funase promove exposição de produtos natalinos no Recife



A Fundação de Atendimento Socioedeucativo (Funase) realiza, nesta quinta (12) e sexta-feira (13), uma exposição de itens natalinos produzidos por adolescentes atendidos nas unidades da instituição. O evento, que é voltado a funcionários e ao grande público, acontece na sede da fundação, localizada na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, 773, no bairro dos Aflitos, no Recife, das 9h30 às 16h. Os produtos têm o selo Libert’arte, lançado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude de Pernambuco (SDSCJ), em julho deste ano, como forma de valorizar a produção artística desenvolvida nas unidades socioeducativas do Estado.

Botinhas, almofadas, árvores de Natal, caixinhas para presentes, panos de prato e sabonetes artesanais são algumas peças disponíveis para a venda. Os preços variam de R$ 7 a R$ 25. A edição deste ano conta com produtos confeccionados por adolescentes do Centro de Internação Provisória (Cenip) Caruaru e dos Centros de Atendimento Socioeducativo (Case) Caruaru e Santa Luzia. Além de estimular o espírito empreendedor, as oficinas promovem lições sobre a preservação do meio ambiente, já que os participantes utilizam materiais que seriam descartados na natureza, como garrafas pet e caixas de leite.

Para a coordenadora do Eixo Educação da Funase, Sônia Melo, responsável pela organização da mostra na sede da instituição, o estímulo à produção das peças favorece o processo de reinserção social dos adolescentes. “As oficinas têm um papel fundamental para o desenvolvimento de habilidades artísticas dos participantes e do processo de ensino e aprendizado na escola formal. Cada trabalho exposto aqui tem a mão e o envolvimento dos jovens. Incentivar a criatividade é muito importante e positivo”, afirmou. 

SERVIÇO
Exposição de artigos natalinos produzidos por socioeducandos
Data: Quinta-feira, 12 de dezembro, e sexta-feira, 13 de dezembro
Horário: Das 9h30 às 16h
Local: Avenida Conselheiro Rosa e Silva, 773, Aflitos, Recife-PE

Cinco pessoas morrem após erupção de vulcão na Nova Zelândia



Até agora foram contabilizadas cinco mortes e 18 pessoas feridas após a inesperada erupção de um vulcão em ilha turística da Nova Zelândia. O incidente ocorreu nesta segunda-feira (9).

Segundo autoridades locais, 50 pessoas estavam visitando a ilha quando ocorreu a explosão que lançou muitas cinzas e pedras pelo ar.

Quatro turistas e um piloto foram encontrados mortos, todos estavam visitando a ilha de helicóptero. No momento do acidente eles já haviam aterrissado na ilha.

Bolsa Família deve mudar de nome e passar a incluir jovens



O Planalto prepara uma reformulação do Bolsa Família para imprimir a marca do governo Bolsonaro. Está definido que o programa será ampliado e vai conceder valores maiores aos beneficiados e atender jovens de até 21 anos. A ideia é dividir o Bolsa Família em três: benefício-cidadania, para famílias de baixa renda; benefício à primeira infância, para crianças de até 3 anos, e benefício a crianças e jovens, de até 21 anos. Também está nos planos a criação de um prêmio para valorizar crianças que tiverem sucesso em olimpíadas de conhecimento, passarem de ano e se destacarem no esporte. A reformulação pode incluir até a mudança do nome do programa para “Renda Brasil”. A proposta está em análise na equipe econômica para definição dos recursos adicionais. O orçamento previsto para 2020 é de R$ 29,5 bilhões. A sugestão é de um aumento de R$ 16,5 bilhões. Hoje, o benefício pago pelo programa varia conforme a renda da família. Para aquelas na faixa da pobreza e da extrema pobreza, o valor pode chegar a R$ 205 mensais. O benefício médio pago foi de R$ 189,21 por família.

O governo acerta os últimos detalhes de uma reforma para turbinar o Bolsa Família, o mais importante programa social do País voltado para a população de baixa renda. A pedido da Casa Civil, o Ministério da Cidadania propôs a reformulação daquela que foi a principal bandeira do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para imprimir a marca do governo Bolsonaro, pode até mudar de nome e se chamar “Renda Brasil”. O que já está definido é que será ampliado para atender a jovens de até 21 anos e conceder valores maiores aos beneficiários.

O benefício pago hoje pelo programa varia conforme a renda da família. Para aquelas na faixa da pobreza e da extrema pobreza, o valor pode chegar a R$ 205 mensais. Na folha de setembro, o benefício médio pago às famílias pelo Bolsa Família foi de R$ 189,21. A ideia do governo é aumentar esta média, mas ainda não há uma meta definida.

A proposta apresentada pelo Ministério da Cidadania está em análise na equipe econômica para definição do volume de recursos adicionais ao programa. O plano original da ala política do governo era aumentar em R$ 16,5 bilhões os recursos para o programa – que tem um orçamento previsto para 2020 de R$ 29,5 bilhões. São R$ 14,1 bilhões adicionais ao que já é gasto anualmente e mais R$ 2,4 bilhões para bancar, no ano que vem, o pagamento do 13.º salário. Segundo apurou o Estado, a área econômica já avisou que pode garantir, por ora, “no máximo” R$ 4 bilhões adicionais.

A ideia é dividir o programa em três: benefício cidadania, dado às famílias de baixa renda; benefício primeira infância, para crianças de até 3 anos; e benefício a crianças e jovens, contemplando jovens de até 21 anos. Além disso, a ideia é criar um extra para valorizar a “meritocracia”: seria um prêmio para crianças que tivessem sucesso em olimpíada de conhecimento, passassem de ano e se destacassem no esporte.

Reunião. A grande dúvida ainda é sobre a receita extra para bancar o aumento das despesas. Uma reunião técnica realizada ontem no Palácio do Planalto terminou sem definir a origem dos recursos, já que é preciso encontrar um espaço no teto de gastos – regra que limita o crescimento das despesas à variação da inflação. A equipe econômica pediu mudanças no desenho previsto no projeto.

Um das propostas é direcionar ao Bolsa Família parte do que o governo pretende arrecadar com o fim da isenção de impostos sobre a cesta básica. Cálculos do governo mostram que uma transferência de R$ 4 bilhões da arrecadação do imposto que passará a ser cobrado sobre a cesta poderia incrementar em R$ 24,10 extras, em média, o valor do benefício para cada uma das 13,8 milhões de famílias inscritas no programa.

A Secretaria do Trabalho abre 1.190 vagas para cursos de capacitação profissional


Foto: reprodução/internet

A Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação inicia, na próxima semana, a maior etapa de capacitação presencial deste ano, com inscrições já abertas para cursos gratuitos de capacitação em 37 municípios de Pernambuco. As ações de qualificação profissional irão beneficiar cerca de 1.190 trabalhadores e empreendedores. Desta vez, haverá foco nos setores da industrial, do comércio e de serviços, aproveitando o período de aquecimento da economia e das festas do final do ano. As aulas serão ministradas pelas Unidades de Educação Profissional do SENAC e as inscrições estão abertas. Veja todos os municípios abaixo e datas da aulas. As inscrições podem ser feitas através do endereço eletrônico: https://sistemas.seteq.pe.gov.br/sima/inscricao_login/

O programa da Seteq é intitulado de Novos Talentos e visa atender não só à captação de demandas das empresas e polos em desenvolvimento e expansão por mão de obra qualificada, mas também fortalecer públicos específicos, de modo a preparar o trabalhador considerando a vocação econômica da região, levando em conta o perfil dos trabalhadores, suas vulnerabilidades e potencialidades. 

“Pernambuco vem crescendo muito e o mercado de trabalho está mudando todos os dias. É importante que as pessoas que já estão empregadas se qualifiquem e se mantenham atualizadas com essas mudanças profissionais. Para quem ainda não encontrou um espaço no mercado de trabalho, acredito que o momento de buscar crescimento profissional e pessoal pode ser agora”, declarou o secretário do Trabalho, Alberes Lopes. 

As capacitações são realizadas de formas presenciais, com conteúdo teórico e prático e carga horária que varia de 15 a 40 horas/aulas. Dentre as áreas, estão os cursos de: Preparo de doces e salgados; Confecção de elementos decorativos para festas; Técnicas de Vendas; Design de sobrancelhas; Comida de Botequim; Drinques e Coquetéis; Qualidade no atendimento ao turista; Técnicas de Recepção em Meios de Hospedagem; Artesanato com material reciclado; Embalagens artesanais; Primeiros Socorros; Aperfeiçoamento para Garçom e Boas práticas na manipulação dos alimentos.


Veja os municípios beneficiados

Afogados da Ingazeira
Altinho
Arcoverde
Barra de Guabiraba
Bezerros
Bom Conselho
Bonito
Cabo de Santo Agostinho
Camaragibe
Camocim de São Félix
Caruaru
Cupira
Custódia
Dormentes
Floresta
Garanhuns
Itaquitinga
Lagoa dos Gatos
Nazaré da Mata
Olinda
Palmares
Paulista
Petrolândia
Recife
Ribeirão
Rio Formoso
São Caetano
São José da Coroa Grande
Serra Talhada
Sirinhaém
Surubim
Tacaimbó
Tamandaré
Taquaritinga do Norte
Timbaúba
Toritama
Triunfo

Goiana abre concurso para diversas áreas


Estão abertos três editais para provimento de vagas na Prefeitura de Goiana, com inscrições até o dia 29 de dezembro. Há oportunidade para procurador municipal, guarda municipal e para funções como professor, médico, agente administrativo, agente de trânsito, arquiteto, arquivista, cuidador, fisioterapeuta e dezenas de outras especialidades.

Para o concurso de Procurador, é oferecida uma vaga de início imediato e outras nove para cadastro reserva. A remuneração é de R$ 4.229,00. Os aprovados deverão cumprir a carga horária de 30 horas semanais. Os candidatos devem possuir ensino superior em Direito e inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

As inscrições podem ser feitas no site da banca organizadora (www.idib.org.br). A taxa vaira de R$ 65 a R$ 95,00.

Confira o link para acessar os editais e as inscrições, abaixo:

Procurador Municipal

Guarda Municipal

Demais especialidades

ALERTA CELULAR: SAIBA COMO USAR



Sabe por que é importante cadastrar seu telefone no Alerta Celular? É que, quando se registra o IMEI (número de identificação do aparelho), a polícia pode encontrar seu telefone se ele for roubado, devolvendo-o para você.


Funciona assim: depois que você se cadastra, a SDS fica com os seus dados e os do celular registrados no sistema. Quando a PM aborda algum suspeito, pode verificar por um aplicativo, na hora, se o celular foi roubado e quem é o seu verdadeiro dono.

Mas, atenção: o Alerta Celular não é um sistema de rastreamento. Ele serve para ajudar as Polícias Civil e Militar nas investigações e abordagens, recuperando os aparelhos cadastrados.

Para as polícias restituírem cada vez mais celulares, você precisa registrar o Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima e informar o IMEI. Cruzando as informações do BO e do Alerta Celular, fica mais fácil encontrar o seu telefone se ele estiver com algum suspeito de roubo, furto ou receptação.

ANOTE O IMEI - Não sabe qual é o IMEI do seu celular? É só digitar *#06# no seu telefone e anotar o número que aparece na tela. Essa sequência numérica também está impressa na caixa do celular.

Depois, cadastre-se aqui no Alerta Celular e deixe seu aparelho mais seguro.

Avise sua família e seus amigos, compartilhe esta informação!

Fonte SDS

Celular explode e homem sofre queimaduras pelo corpo

Por Agencia Brasil

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) informou, em nota divulgada nesta terça-feira (12), que o governo federal está destinando R$ 144 milhões para assegurar a execução de serviços do Projeto de Integração do Rio São Francisco e outras obras que garantirão o abastecimento da população nos estados de Pernambuco, do Ceará, da Paraíba e de Alagoas. Com esses recursos, os investimentos em projetos para reforçar o abastecimento de água no Nordeste somam R$ 1,4 bilhão em 2019.

O montante contabiliza investimentos para operação e manutenção da transposição do Rio São Francisco nos dois eixos do projeto (Norte e Leste), a recuperação de reservatórios considerados estratégicos e outras obras para ampliar a oferta de água na região. As primeiras obras da transposição foram iniciadas em 2007 pelo Exército.

O Eixo Norte é um canal de 400 quilômetros que faz a captação de águas próximo à cidade de Cabrobó (oeste de Pernambuco) para alimentação dos rios Salgado e Jaguaribe, com a finalidade de levar água a reservatórios no Ceará, no Rio Grande do Norte e na Paraíba. No Eixo Leste, o canal, que tem mais de 200 quilômetros, leva água ao Rio Paraíba para abastecer reservatórios em Pernambuco e na Paraíba.

Além de viabilizar o fornecimento de água, a execução das obras gera emprego na região. Em Pernambuco, foram aplicados R$ 24,2 milhões no Ramal do Agreste (Eixo Leste), que emprega 2,6 mil trabalhadores. Só no estado, a obra leva águas do São Francisco “a mais 2,2 milhões de pessoas em 68 municípios”, informa o MDR.

Também este ano, os investimentos somam cerca de R$ 77 milhões no Cinturão das Águas do Ceará (CAC). “A expectativa é que, no primeiro trimestre do próximo ano, a água esteja disponível no Reservatório Jati (...) beneficiando os municípios abastecidos pelo Rio Jaguaribe e a Região Metropolitana de Fortaleza - cerca de 4,5 milhões de pessoas”, diz a pasta.

Já o Canal do Sertão Alagoano totaliza R$ 84,1 milhões de investimentos em 2019. Os recursos visam ao funcionamento de um sistema adutor (transporte da água) com captação no reservatório da Usina Hidrelétrica de Moxotó. De acordo com descrição da pasta do Desenvolvimento Regional, essa estrutura parte do município de Delmiro Gouveia e segue até a cidade de Arapiraca “e atenderá mais de 1 milhão de moradores em 42 municípios alagoanos”.

Na Paraíba, o projeto Vertente Litorânea totalizará R$ 36,3 milhões do ministério em 2019. Esse sistema adutor vai integrar bacias litorâneas com as águas do Eixo Leste do Projeto São Francisco disponibilizadas no Rio Paraíba, após abastecer o Reservatório Epitácio Pessoa, em Boqueirão, na Paraíba. “Quando concluídas, as obras irão beneficiar uma população de 630 mil habitantes, com abastecimento humano e água para irrigação e indústria”, prevê o MDR.